sábado, 14 de março de 2009
Carlão em acão
sexta-feira, 6 de março de 2009
Maringá e Pedra Letícia 1
Começando então pelo começo, o primeiro show foi bem, digamos, conturbado! Como já disse algumas vezes, essa cidade é bem sertaneja e vocês iram entender minha revolta com o sertanejo daqui, o show foi realizado dia 23/02/2008 numa festa chamada "A Festa 3" A maior festa universitária de Maringá e região, teve varias atrações, entre duplas sertanejas, bandas de pop rock e djs, incluindo Pedra Letícia e Fernando e Sorocaba, essa festa é realmente grande, leva mais de 10.000 pessoas, só que o problema é que essas pessoas foram por causa das duplas, principalmente Fernando e Sorocaba, eu não fui nessa festa, mas sabia que colocar duplas sertanejas e Pedra Letícia e sua Camioneta Zera no mesmo lugar, e no mesmo palco (Pedra toocu antes da dupla), nao ia dar muito certo, ainda mais em Maringá, onde as pessoas vão nas baladas usando chapéu rsrs!! Bom, vo transcrever aqui as palavras do Cambota sobre esse show, que retirei de seu Blog:
Maringá: Show sui generis. Não sei dizer se gostei ou não. Vou explicar com calma. Eu estava muito ansioso pra tocar em Maringá. Tocamos antes na região e sei que muita gente de Maringá nos conhece e curte nossas músicas. Evento grande, pra 10.000 pessoas. Durante o dia o Lucas (amigo de Cianorte) fez um churrasco, conhecemos também os estúdios da Maringá FM, que fazem inveja nas mariores rádios do país. Eu nunca tinha visto um estúdio tão grande, tão bonito. Show acústico na rádio. Fomos passar o som no local da festa. O lugar era impecável. Dois palcos enormes. O som estava perfeito. Num palco Pedra Leticia. No outro Fernando & Sorocaba. Mais 3 duplas, djs e a banda D3. Que festa! Vocês estão percebendo que estava tudo muito "perfeito demais"??? Sempre dá pra desconfiar dessas coisas né! Se você ainda não conhece Fernando & Sorocaba é porque não mora no Paraná. Os caras comandam lá. Muito sucesso mesmo. Aqui em Goiânia poucos conhecem, mas em Maringá eles são capazes de colocar 10.000 pessoas num evento. E colocaram. Pra ser mais otimista vamos dividir o público: 1.000 pessoas pra ouvir qualquer coisa 500 pessoas pra ouvir Pedra Leticia 8.500 pessoas pra ouvir Fernando & Sorocaba. Repito,to sendo Otimista. Mérito dos caras. Assisti a um pedaço do show. Eles são bons. Mesmo que você não goste de sertanejo, saiba que eles fazem muito bem aquilo a que se propõem. Só que o bacana aqui, um dia, à tarde, cansado de escutar só sertanejo nas rádios, nas baladas, resolveu escrever CAMIONETA ZERA. Se você não conhece a música, escute: myspace.com/pedraleticia Diferentemente da música do Raul, nessa aqui há sim uma crítica à música sertaneja. Mas obviamente é uma brincadeira. Sempre critico o estereótipo. O exagerado. A caricatura. Acredito que essa música tenha sido a causadora de um certo furor nos sertanejos que assistiam ao show. Na frente do palco havia 25 metros de camarote. Mais dois metros da divisória, até chegar à galera da pista. No camarote só havia cowboys (adoro esse termo, ele resume a breguice da pessoa). Nosso público estava na pista, longe de nós. Fiz o show pra galera da pista, que vi pular várias vezes. Pro camarote, me restaram meia dúzia de meninas que ficaram na frente do palco, a quem eu recorria pra amenizar minha aflição. Fui xingado, vaiado, mas segurei as pontas. Minha galera tava ali também e tenho muito respeito por ela. Só que os aplausos e o canto que eu tentava escutar estavam longes. Eu não conseguia me concentrar em fazer o que devia e meus olhos esbarravam sempre nos dedos médios e palmas de mão acenando pra que saíssemos do palco. O show acabou. Tocamos todas as músicas programadas. Desço do palco, vou pro camarim. Os meninos me seguem vestindo a mesma cara de espanto. Me viro pro nosso produtor, o Junin, e digo: - Que dó! Nossa galera tava aí, e não conheceu o Pedra Leticia. Ainda estou com esse sentimento entalado aqui. Eu queria tanto tocar lá. É uma questão que pode ser discutida em outro tópico do blog, mas vamos la: eu não me tornei músico pra ganhar grana, ou ficar famoso, ou fazer média com alguém. EU sou um nerd, que desde criança se tranca no quarto, com um cabo de vassoura emulando pedestal de microfone, e faz shows. De dentro do meu quarto ja fiz shows pra 10.000, 100.000, um milhão de pessoas. Já fui o Lulu Santos, já fui o Axl Rose, já fui o Ney Matogrosso, o Bono Vox, o Caetano. Eu já dei entrevistas pro Jô, pra Marília Gabriela, Pra Oprah. Já namorei a Alinne Moraes, a Anne Hathaway. Eu ja fui amado, admirado. Em Maringá eu não fui ninguém. Nem eu mesmo. Nosso maior público até hoje, não era nosso. E quem foi nos ver naquele dia, nos viu de muito longe. Eram 30 metros que me desesperavam. Era eu que queria estar perto daquelas pessoas. Olhar pra galera que foi lá nos ver. E enxergar as bocas cantando nossas bobagens. Rindo, se divertindo. Chorei. Chorei muito. Porque eu sou bobo. Porque me importo com as pessoas erradas. Porque não se pode abraçar o mundo. Eu não queria 10.000 pessoas me olhando. Prefiro 200 me aplaudindo. Sinceras desculpas à galera que foi nos assistir. Não acho que a gente demore a voltar pra Maringá. Eu, pelo menos, vou fazer muita força pra que isso se repita muito brevemente. Num lugar menor. de perto. Cada um que pagou o ingresso e não nos viu, pode esperar. Nós e as nossas 500 pessoas (continuo otimista), rindo, se divertindo, pondo dedo e dando tchau pro mundo. Eu vou sair do palco e rir no camarim. Vou me trancar no meu quarto e imaginar que eu era o Fabiano Cambota em Maringá. Foi no meu quarto que eu e Caetano cantamos : RESPEITO MUITO MINHAS LÁGRIMAS, MAS AINDA MAIS MINHA RISADA.
Mas felizmente não demorou muito mesmo, pra eles voltarem pra cá, e no segundo a história foi diferente, esse foi realizado dia 07/06/2008 no Aquaticu's Bar, sem dupla sertaneja, e nessa eu fuiii hehe, foi meu primeiro show, esse bombou, lotou o local, e a galera estava lá por eles, cantaram todas, foi maravilhoso, me deu uma sensação de dever cumprido depois do show, imagino que eles também devem ter sentido isso, também vou transcrever aqui o que o Cambota disse no Blog desse show:
Em outro post comento sobre o terceiro show...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Não Diga Nada - entrevista com Fabiano Cambota
Naodiganada - Vamos começar com o básico, qual a origem do nome?
Fabiano Cambota PEDRA LETÍCIA - na verdade o nome não tem uma razão, ou motivo, para cada resposta a gente pode inventar um porquê, mas a verdade é que o nome não tem sentido, não tem motivo, não tem nada, é só o amontoado de letras.
Naodiganada - segundo o Marcelo Nova, ele montou uma banda com o objetivo de comer as meninas, a inspiração para a banda segue essa linha?
Fabiano Cambota PEDRA LETÍCIA - sim, eu e o Thiago sim, o Fabianim tem uma escola de inglês que só dá despesas, mas a gente se diverte demais mesmo, acaba muita piada ficando em cima do palco, porque é sobre coisas que se passam entre nós e o clima da viagem pro show eh o mesmo do clima do palco.
Naodiganada – setenta pessoas?
Naodiganada - Camioneta Zera, um desabafo?
Fabiano Cambota – PEDRA LETÍCIA - Eu tenho lido muitas biografias. Do Gonzagão e do Gonzaguinha, do Roberto Carlos, do Tim Maia. E sempre leio crônicas. Adoro Luis fernando Veríssimo, mas estou lendo Mário Prata, e indico viu.
Fabiano Cambota – PEDRA LETÍCIA - Eu assisto muitos filmes, de todo tipo. Adoro filme antigo. Sou viciado em cinema e assisto tudo, desde filme cabeça europeu, até blockbuster de Hollywood.
Fabiano Cambota – PEDRA LETÍCIA - Vixe, ouço muuuuita música, mas muita mesmo. Eu adoro rock, escuto muito rock clássico e sempre aponto o Queen como minha banda favorita. Mas ouço muita música brasileira e nos últimos tempos tenho estado viciado. Ney Matogrosso e Maria Bethânia são intérpretes inigualáveis. Presença de palco foda mesmo. Eu ouço muito Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, adoro música instrumental. não necessariamente classica, mas instrumental. Ouço Dilermando Reis, Raphael Rabello, Marcos Suzanno, Yamandú, Paulo Moura, chorinho em geral. E tenho loucura pela era de ouro do rádio. Nelson Gonçalves, Anisio Silva, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Agostinho dos Santos, etc.
Fabiano Cambota – PEDRA LETÍCIA - eu não disse uma coisa que faço muito..e é nerd pra caramba: jogo muito video game e pc. Winning Eleven poucos me vencem (risos). Modesto! (risos). E jogo mto Age of Mithology, Need for Speed.
Blog Não Diga Nada
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
"Vou pagar um menino pra cantar no meu lugar 2"
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Feliz Aniversário Reginaldo Rossi
Hoje é aniversário de ninguém mais ninguém menos que o padrinho da banda: Reginaldo Rossi, uma pequena biografia que achei pelo google: "O rei do brega nasceu em no dia 14 de fevereiro de 1944, em Recife, foi professor de matemática e estudou engenharia antes de iniciar sua carreira em 1964 como integrante da Jovem Guarda, no grupo The Silver Jets. Nos anos 70 saiu da cena roqueira jovem e dedicou-se ao repertório popular e reconhecidamente brega, fazendo imenso sucesso no Nordeste e permanecendo praticamente esquecido no eixo Rio-São Paulo. Em fins da década de 90 houve um ressurgimento de Reginaldo Rossi no sul do país, provocando relançamento de seus discos em CD. O cantor e compositor passou a ser visto como "cult" e assinou contrato com a gravadora Sony."O cara é uma figuraça. Vamos do começo. Comecei a tocar violão já adulto. Quando era adolescente eu freqüentava uma roda de violão em Goiânia com amigos e conhecidos. Chamávamos esses encontros de CERVOLÃO. Biel, Rodrigo Bazuquinha e outros eram os organizadores. Eu só ia porque era amigo deles. Eu não sabia tocar nada, mas adorava a bagunça, e as músicas. Foi lá que eu ouvi pela primeira vez Em Plena Lua de Mel e também uma versão do refrão em espanhol. Adorávamos aquilo que o Thiago Bastos trouxe do nordeste. Quando me mudei de Goiânia e comecei a tocar violão, carreguei essa música pro repertório nos churrascos. Foi quando eu também compus Como que ocÊ pôde. Daí vem o Falange (bar do qual o Thiago percussionista do Pedra Leticia, era dono), o começo real da banda, o Omelete, e essa música nos acompanhou. Quando "Como que ocÊ pôde" começou a fazer sucesso no You Tube a nossa segunda música foi, automaticamente, Em Plena Lua de Mel. Todo mundo canta o refrão nos nossos shows. Ano passado, recebemos convites de três gravadoras para gravar um cd. A EMI foi uma escolha pensada, pela total liberdade que nos daria, e deu. Ao definirmos o repertório do cd, faltava resolver a questão: "Iremos gravar um cover?" A primeira idéia era um cd só de composições próprias. Fomos ao Rio pela primeira vez em dezembro, gravar três músicas. Total apreensão por chegar ao centro cultural do Brasil. Descemos no aeroporto completamente vidrados com aquilo tudo. Mas estávamos meio perdidos também. Pegamos as bagagens, nos perdemos, achamos a saída pros táxis, e, antes de chegarmos ao carro, encontramos o primeiro famoso. Lá no Rio todo mundo age naturalmente ao cruzar com um famoso. Chega a ser ridícula a tentativa de encarar com normalidade a facilidade com que se vê artistas globais, músicos e personalidades em geral. Pra você ter uma idéia, no nosso primeiro jantar numa pizzaria, sentamos ao lado de Luana Piovani. O Thiago estava com as costas da cadeira grudada nas costas da cadeira dela. Entenderam a cena? Aja naturalmente Thiago! Difícil. Ele suava, tremia, falava alto. Mas não pode dar na cara. E realmente parece que temos escrito nas nossas testas: GOIANO. Só que a Luana nã foi a primeira. Sabe quem era o cara do aeroporto? Reginaldo Rossi. Fazia uma conexão pra Angola e estava do lado de fora do aeroporto fumando um cigarro. Camisa aberta, por fora da calça social nada chique. Completamente povão (uso aqui uma expressão típica dele mesmo). Não resistimos e o abordamos. "Rossi, somos uma banda de Goiania que canta em plena lua de mel somos muito fãs do senhor de você sei lá, tira uma foto, toma uma camiseta da nossa banda com a sua foto, nem to acreditando, dê cá um abraço, pra onde vai de onde vem, o senhor você sei lá tá fazendo show aqui no Rio??" Que loucura. O primeiro cara que topamos no Rio foi o próprio Rossi. Que mora em Recife. Alguns chamariam isso de um sinal, eu chamo de cagada mesmo!
Voltamos em maio pro Rio pra gravar as outras músicas. O Vítor, que é o gerente artístico da EMI nos diz que acha imprescindível gravar essa música. Dizemos a ele, como quem não quer nada, se haveria a possibilidade da participação do Rossi. Opa! Cinco minutos e duas ligações depois, ele confirma que o Rossi vai ao Rio pra gravar com a gente. Como assim?! O Rossi mesmo? O Reginaldo? Só acredito vendo. E depois de duas semanas eu vi. Estávamos ansiosos no estúdio. Toca a campainha e ouvimos aquela voz tão característica, tão original. Entra um dos caras mais engraçados e gente fina que já conheci na vida. Contou histórias, revelou segredos, fez todo mundo rir. Ouviu nossa versão e nos disse que havia lembrado do dia do aeroporto. Se emocionou, de verdade, com nossa homenagem. Contou piadas e casos seus. Falou sobre o povo e sobre o que o povo gosta. Ele saca muito disso. Contou que numa das infinitas viagens ao interior do nordeste, estava saindo do show na van, com centenas de pessoas cercando o automóvel. Pediu ao motorista pra não andar depressa, pra ter cuidado com o povo. A velocidade desenvolvia devagar. Quando já alcançava os 40Km/h viu que um cara corria desesperadamente atrás da van. Sentiu que era um fã especial, devido a todo aquele esforço. Pediu ao motorista que parasse, que queria ouvir o que um fã tão ardoroso tinha pra dizer. O chofer freiou, abriram a porta da van, e o fã esbafurido, exausto, solta: "Rossi, eu também sou viado!" auhhauuha. Inacreditável isso. Rossi contava às gargalhadas. O filho dele estava presente a gravação e confesso, nunca imaginaria se tratar do filho do Rossi. O cara é fino, ator, ultra cool. Rossi é do povo, e ressalta isso a todo momento. Entrou pro estúdio com profissionalismo e bom-humor. Além de cantar uma parte, soltou frases incríveis. Eu, do lado de cá do vidro, não acreditava. Olhava pros meninos da banda e não sabíamos o que nos dizer. Lembrei-me dos meus amigos de cervolão. Da fita cassete que haviam trazido do nordeste. Lembrei-me de todas as vezes em que cantei isso num churrasco, escutando gargalhadas a cada versão internacional da música. Ele disse, durante a música, que se tratava do Rei, do garanhão de Pernambuco, do maior galã do Brasil. E ele é. Ele falou brincando, mas ninguém sabe, como ele, fazer o povão entender a música e a elite entender o povão.
Saiu de dentro da cabine do estúdio com o humor intocável. Ainda rimos mais algumas horas. Sei que ainda vamos nos encontrar pra tocar essa música algumas vezes e vou sempre admirá-lo. E ele estará sempre gravado - literalmente - na nossa obra.
Nos despedimos, ele deu um abraço forte. Educado saiu, e meu coração voou mais que avião. Quando o perdi de vista, se encaminhando pro portão do estúdio, eu e os meninos nos abraçamos. Que sonho! Olhamo-nos incrédulos. Foi quando ouvi a voz inconfundível vinda lá do portão de saída. Fabiaaaaaanoooooo!!!! Fabiaaaaanoooooo!!! fui correndo ver o que era e ouvi a voz autêntica me dizer, entre gargalhadas: "Eu também sou viado!!"
Essa é minha pequena homenagem ao grande galã do Brasil, Feliz Aniversário, Feliz Cumpleaños, Happy Birthday, 誕生日おめでとう, Joyeux Anniversaire, Herzlichen Glückwunsch zum Geburtstag, عيد ميلاد سعيد Reginaldo Rossi!!!!!!!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Música Sertaneja??!!
Apesar de não morar em Goiás, moro numa cidade muito sertaneja, de Maringá também sai muitas duplas das quais nem consigo gravar o nome, que pra mim são todas iguais, mesmas músicas com mesmos temas, mesma voz, mesmo jeito de cantar, mesmo estilo, posso estar sendo preconceituosa porque não costumo ouvir então não conheço muito, mas, sei lá, quando acabo escutando (aqui não tem jeito de fugir) eu nunca sei quem tá cantando porque a mesma música é cantada por várias duplas, então acabo achando essas duplas sem personalidade, elas fazem tudo igual, não criam, não compõem, apenas seguem a moda, que daqui a pouco muda, eu me lembro, por exemplo quando eu tinha pouco mais de 10 anos e a moda era axé, toda festa tinha todos os cds do "É o Tchan", quem com mais de 20 anos que não se lembra disso? Eram vários, tinha eles na Selva, no Japão, Na Ásia, na África, mais não sei onde, eles percorriam o mundo inteiro, além de outros grupos iguais a eles, pior que lembro que eu dançava (mal) aquilo (tá... relevem, eu era criança). Mas enfim, hoje é o "Sertanejo Universitário" que tá na moda, parece que é esse nome porque faz sucesso nas Universidades, bom, na minha faz muitoooo! Digamos que aqui 110% das festa são sertanejas, pra não ouvir tem que parar de ir em churrascos, nas casa de amigos, na feira, no supermercado, na rua... Acho que só indo morar na ilha de Lost pra fugir disso rsrs, acho que por isso que me identifiquei tanto com o PL e os versos de "Camioneta Zera" que se encaixa muito bem aqui... Bom, onde eu quero chegar é que com família gaúcha das antigas, que só ouvia sertanejo, eu respeito muito os cantores antigos, os quais meus avós costumava ouvir, que acabo ouvindo quando passo as férias com a família na casa do meu tio (gaúcho) que mora em Jataí, que fica em Goiás, onde já morei alguns anos quando era pequena (sim, tenho um pouco de goianes em mim, apesar de não ter aprendido a comer pequi aprendi a gostar de pimenta rsrs), então me deparo no Blog do Cambota com um post com um poema que tem tudo a ver com isso, a diferença da música sertaneja das antigas e das de hoje, a diferenças da duplas. Eu realmente espero que essa moda do sertanejo universitário passe logo, mas sinceramente tenho medo do que possa vir depois srsr. Ixee acho me empolguei, escrevi demais, desculpa o desabafo, ta aí o poema do Cambota:GRANDE SERTÃO VENDIDO
Nascido no Centro-oeste, bem no meio do cerrado
Sinto-me no direito até de ser mal-criado
e fazer um desabafo num poema mal rimado
ao rádio que hoje toca, um caipira mal cantado
Cresci ouvindo os caipiras cantando bem afinado
Canções que falavam da terra na qual também fui criado
hoje ouço um sertanejo que agora é bem mudado
falando em cerveja e mulher, nenhum outro tema é tratado.
Se eu tivesse esse poder, que eu nunca possuí
De falar a essas duplas o que penso quando ouví
Duas vozes afinadas em "desde que te ví"
nao se esqueçam de ouvir, Belmonte e Amaraí !
Se ouço cantar o Bruno, com a voz tão forte assim
Dispense logo o Marrone, não negue, ele é ruim
E siga carreira solo pois assim já é enfim
não há nada errado nisso, ouça Rolando Boldrin !
Se no rádio ouço Zezé, que de tanto gritar fica rouco
E não ouço o Luciano, aumente o volume um pouco
duplas devem ser de dois, não de um único caboclo
cantando na mesma toada, ouçam Tonico e Tinoco !
E sertanejo moderno, metido a engraçadinho
que acha que palavrão não é nenhum desalinho
saiba que ja teve dupla que inda me faz rir sozinho
Sem precisar apelar, ouça Alvarenga e Ranchinho !
Quando ligo hoje o rádio, não gosto de ouvir mais nada
é sempre o mesmo assunto, mulher e cerveja gelada
até parece que eu ouço, uma vitrola quebrada
quem dera se eles ouvissem, Pedro Bento e Zé da Estrada !
vou parando por aqui, antes que alguem me eleja
defensor de coisa velha, não vou me dar de bandeja
Só cansei de tanto ouvir sobre mulher e cerveja
se nao quiserem mudar nem entro nessa peleja
so nao aceito chamarem isso que vocês fazem
de música sertaneja !
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Pedra Letícia no Prêmio Multishow 2009
Vote Pedra Letícia para o Prêmio Multishow 2009:
- Melhor grupo
- Melhor instrumentista
- Revelação
- Melhor música (sugiro unificarmos em Teorema de Carlão, pra dar volume de votos)
- Melhor clipe
- Melhor show
- Melhor CD
Depende de nós fazermos a banda aparecer, depois é com eles, e sabemos que darão conta do recado....
Ponham em favoritos, anotem na agenda, mas vamos votar todo dia, ok???
Link: http://multishow.globo.com/Premio-Multishow/Vote-no-Premio/
Votem Pedra Letíciaaaaa!!!!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Pedra Letícia Bate Papo no Limão
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Pedra Letícia - Entrevista DM
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5:






